Pátria Voluntária comemora 2 anos de existência com resultados que revelam a solidariedade do brasileiro. Mais de 17 mil voluntários fazem parte do programa

Na próxima sexta-feira (09), o Programa Pátria Voluntária completa dois anos de existência, com uma trajetória humanitária, que tem feito muita diferença na vida de pessoas em situações de vulnerabilidade. 

Instituído em 09 de julho de 2019, por meio do decreto nº 9.906, o Programa Nacional de Incentivo ao Voluntariado é coordenado pela Casa Civil da Presidência da República, por meio de uma Secretaria Executiva. O objetivo do programa é fomentar a prática do voluntariado como um ato de humanidade, cidadania e amor ao próximo, entre o governo, as organizações da sociedade civil e o setor privado, além de incentivar o engajamento social.

Nestes 24 meses de trabalho, o Pátria Voluntária alcançou resultados importantes no apoio aos mais vulneráveis. E os desafios foram grandes, principalmente por causa da pandemia da Covid-19. Mas, a seriedade e o compromisso de todos os envolvidos no programa foram superiores às dificuldades. 

A primeira-dama e presidente do Conselho do Programa Pátria Voluntária, Michelle Bolsonaro, conta que a situação emergencial exigiu muito esforço e habilidade de todos. “Agimos com rapidez e desenvolvemos dois projetos: o Brasil Acolhedor e o Arrecadação Solidária, em que crianças, idosos, pessoas com deficiência e comunidades tradicionais foram priorizados. Milhares de pessoas foram beneficiadas graças a um esforço conjunto tanto de doadores quanto de instituições parceiras, que mobilizaram voluntários para fazer chegar esse apoio aos que mais sofrem com as consequências dessa pandemia, mesmo em lugares mais distantes e de difícil acesso”, relata.

Michelle diz, ainda, que foram realizadas, também, as campanhas no inverno, para arrecadação de agasalhos, cobertores e chinelos, aquecendo corpos e corações; “Acreditamos que unindo esforços chegaremos mais longe, alcançaremos mais e melhores resultados e multiplicaremos de forma exponencial a cultura do voluntariado no país, por meio de ações cívicas, de desenvolvimento sustentável, culturais, educacionais, científicas, recreativas, ambientais, de assistência à pessoa ou de promoção e defesa dos direitos humanos e dos animais”, declara. 


Mais voluntários. Mais beneficiados

O número de pessoas beneficiadas por ações cadastradas na plataforma do Pátria Voluntária teve um crescimento de 38,5%, em relação a 2020. Hoje, são 900.337 beneficiados. São ao todo, 17.303 voluntários cadastrados, que trabalham juntos às 2.229 instituições, que aumentaram em quase 243%, em relação ao mesmo período do ano passado. O Pátria teve também mais líderes de instituições: 5.640, um crescimento de 135%. “O mais importante é saber que por detrás dos números existem pessoas que de alguma forma receberam apoio, sentiram-se importantes e incluídas”, enfatiza a secretária executiva do Pátria Voluntária, Adriana Pinheiro.

A ONG Ensinando Abraçar, de Goiania/GO, é uma das instituições cadastradas na plataforma do Programa Pátria Voluntária. Uma das diretoras da instituição,  Rejane Guimarães Machado, diz que o Pátria Voluntária é um divisor de águas para o Brasil. “Nunca na história do nosso país, tínhamos visto um trabalho tão intenso, tão verdadeiro pelo país na área social, em busca da equidade social, em busca de resolver problemas sociais. É um orgulho para o nosso país, é um orgulho para a nossa instituição fazer parte”. 

Ainda segundo Rejane, o Pátria Voluntária tem sido uma ferramenta essencial para propagar as boas ações do Ensinando Abraçar. “A plataforma nos ajuda imensamente a divulgar nosso trabalho, a ser conhecido e reconhecido, é inovador, acaba interligando e facilitando o acesso   para quem quer realizar trabalho voluntário” destaca. 

“Ser um Voluntário pra mim é oxigênio, é quem eu sou, é o meu propósito de vida. Faltava algo na minha vida antes de começar a ajudar as pessoas”, diz o voluntário Felipe Bassul Ferreira, empresário e presidente do projeto Menos de Mim. 

Segundo Bassul, o Menos de Mim surgiu exatamente no dia em que ele, numa madrugada fria, no inverno de 2014, entregava sopa e agasalhos no centro de Taguatinga. “O projeto, em breve, se tornará Instituto e o Pátria foi fundamental nessa trajetória. Por meio da primeira-dama, o  Programa nos trouxe visibilidade, nos deu importância. As pessoas começaram a nos olhar de uma maneira diferente, quem fazia o bem começou a fazer mais e quem não fazia começou a  voluntariar.  Que Deus abençoe o Pátria, cada colaborador que participa, que todos permaneçam servindo ao próximo. Parabéns por estes dois anos, que este programa perdure por muitos anos”, declara. 

O voluntariado é a esperança de milhares de famílias e o Pátria Voluntária tem proporcionado estes encontros como o do Instituto Videira e a Fercal, no Distrito Federal. Dona Francisca Dias é moradora da comunidade e é uma das beneficiadas com a distribuição de cestas básicas. “Eu e meu esposo estamos desempregados e esta pandemia veio  para detonar com a nossa vida. Ia pedir uma cesta só pra mim, mas tem muita gente aqui que precisa e todos recebem ajuda.  Estamos numa das cidades mais carentes do DF, só temos que agradecer todos os voluntários”. 

O voluntariado do Pátria está presente em todo o país. Na comunidade Waikiru, em Manaus/AL, também são distribuídas cestas básicas. 

Valda Ferreira mora na comunidade há nove anos, tem seis filhos e uma netinha. Ela conta com orgulho que as mulheres da Waikiru trabalham com o artesanato, mas, estavam enfrentando dificuldades. “Muitas mães daqui não tinham o que dar para os filhos, essa ajuda chega em boa hora. Obrigada, Pátria Voluntária".